quinta-feira, 13 de outubro de 2011

RELATÓRIO DE OBSERVAÇÃO SOBRE O FILME CISNE NEGRO

O suspense e drama psicológico da jovem bailarina Nina – protagonizado por Natalie Portman – ganhou grande dimensão pela surpreendente interpretação e caracterização da atriz.
Durante o longa, a bailarina passa por transtornos tanto em casa no convívio com sua mãe – repressora e ao mesmo tempo incentivadora da sua ambição - e na busca pelo lugar de destaque na companhia de dança. Sua dedicação extrema ao balé afeta diretamente seu comportamento.
No filme, com a aposentadoria da bailarina principal, começa uma corrida para a ocupação do posto. Para Nina esse lugar deveria ser dela. Nesse jogo de interesses que envolvia sexo, pressão psicológica e exaustão física a personagem começa a entrar em uma bipolaridade de comportamento e de personalidade.
Para fazer a Nina, Portman emagreceu, fez aulas de dança e, como toda grande atriz, penetrou pra valer em sua personagem. Boa parte do filme se passa em um ambiente de ensaio e apresentações. Este ultimo possui uma luz característica já conhecida, a luz de palco bem marcada. Outro ambiente bem presente é a casa de Nina. Uma casa comum com um quarto peculiar a idade da personagem.
Com relação a caracterização ganha destaque os efeitos de transformação entre o Cisne negro e o Cisne branco. São penas, patas e ferimentos na pele humana para ressaltar o transtorno psicológico. A maquiagem também é um aspecto relevante, afinal ela marca bastante o rosto da personagem nos momentos de maior tensão e contrasta o lado “malvado” e “inocente” da bailarina.
Cisne Negro é uma demonstração de como a rivalidade sem embasamento psicológico e estrutura familiar pode transformar a vida de uma pessoa. A disputa e a pressão extrema para ser a melhor bailarina levou a destruição do ser em prol de um objetivo que transcede o racional.